Quedo-me morto, ó alma minha, ante estas folhas
Brancas, que a mim pedem tão pouco – um poema,
Parcas linhas, alguns versos e um certo engenho
E que as preservem de um destino tão efêmero.
Em outras mãos quisera eu que as folhas alvas
Estar pudessem e não à frente deste corpo
Cuja existência se resume ao respiro
E cujo ânimo morreu a distos anos.
Vai, ó alma minha, dizer às folhas brancas
Que o poeta que buscaram não existe
E se, no entanto, nascem versos em mi’a mente
A apatia e o desânimo os sepultam.


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