Há um assassino em meu interior.
Mata a vida e o poeta que há em mim.
Quando este se levanta para a lida –
O engenho vem laborar a palavra –
Aquele me apunhala pelas costas;
Inerte ele me prostra, moribundo,
Sem deixar-me exalar o último ar.
Um sádico e perverso inimigo
Que estende a minha vida sem sentido.
Quisera o punhal poder tomar-lhe,
Desferir-lhe um golpe atrás do outro,
Vingando cada dia que roubou-me.
Tirou-me o sentido de mi’a vida,
Mas mi’a morte que aos poucos se aproxima
Será o fim do assassino que há em mim.

                                 Será isto mi’a vingança
                          Ou o que ele então buscava?


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