Um poema da vida é uma centelha,
qual brasa sob cinza adormecida.
Abafa o desânimo a existência,
a inspiração fulgura tão fugaz.

Assim a minha vida e a poesia.
Aquela, fogo-fátuo passageiro,
e esta, fogo vivo e eternal.

Consola-me a vida mal vivida
os versos que as musas me inspiraram.

Sei que morro e as palavras permanecem.


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