Ó bela e amada existência,
que a vivo em aparente má vontade,
quisera eu sorver-te a energia,
cantar-te para todas gerações.
Porém, desde a minha juventude
domina-me uma tal melancolia,
que a intensa vida que há em minha mente
jamais a realidade conheceu.
Recordo-me os românticos poetas,
ceifados por aquele mal do século,
que em obras permanecem para sempre.
No entanto, o mal do século presente
a vida ceifa-me pelo desânimo,
sem obras, condenando-me ao olvido.
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