Toda tarde, da varanda de mi’a casa
observo a revoada de urubus
circundando o céu acima de onde estou.
Esperança mais que eu tem essas aves,
pois me espreitam, dia a dia, sem cessar,
aguardando meu cerrar final dos olhos,
as rapinas que a muito já sentiram
que estou morto, apesar de caminhar.


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