Se o Desânimo controla a minha vida
e me impede de os meus sonhos realizar,
farei dele o mote de mi’a poesia,
cantarei o que me impede outros cantares.

Do desânimo eu serei então poeta
e em versos falarei de frustrações
e daquilo que jamais concretizei,
enganando o que me aprisionou no ócio.

A mulher do Gênio o traiu ‘té cem vezes,
como narra um dos contos das Arábias,
e assim conquistou sua liberdade.

Da mesma forma iludirei o meu Desânimo;
cada verso, um anel de liberdade
de minh’alma prisioneira ao Opressor.


Nenhum comentário:

Postar um comentário