Ah, quem me vê no meu labor diário
é descrente no que me vai por dentro,
não percebe: um derrame deu-se n’alma
do poeta paralisado em gênio.
Eu ando, saio, rio e passeio,
vivo como homem livre e realizado,
mas aquilo que Deus sonhou p’ra mim
está em meu interior paralisado.
Engana-se o que vê-me a aparência,
ilude-se com meu exterior,
julgando-me o mais feliz dos homens.
Por dentro, sou poeta dolorido,
que chora algumas lágrimas poéticas
do mar interior do meu engenho.
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