No momento da final batalha
em que Deus e o seu Inimigo
disputarem a posse de mi’alma,
Satanás tentará me iludir,
me dizendo que bem algum fiz.
Vou mostrar ao Senhor e ao Vil
do labor de mi’as mãos os seus
frutos:
os poemas que lego ao mundo,
que nasceram do amor e do dom
semeados por Deus em mi’a vida.
Apesar das amarras do Cão,
meu talento eu devolvo com juros.
Enganado será o Enganador,
tal na história das Mil e Uma
Noites,
em que a escrava amarrada ao
gigante
se liberta co’as cem alianças
conquistas no sono do Gênio.
Os poetas merecem o céu,
o merece também todo artista,
que vivendo co’amor seu ofício
alivia o fardo dos homens
e lhes torna mais feliz a vida.
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