Brilha no escuro o relógio,
sem cessar passam os segundos.
É a vida que escoa lenta,
sem volta inexorável.
Nas trevas de minha alma,
estéril vou-me sentindo,
pois vejo o tempo avançando.
O corpo insone e cansado,
sem forças para a vigília,
nem sono me restaurando.
E assim virá mais um dia,
igual a outros passados,
no qual o zumbi que sou
caminha sem vera vida.
Não há repouso em minh’alma,
nem corre sangue em mi’as veias.
Ando, porém nada sou;
sonho, mas tudo se esvai.


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