Atribulada tem estado a minha vida,
foge-me o tempo pelas mãos sempre ocupadas.
Escolher quisera eu a melhor parte,
mas, como Marta, estou sempre atarefado
e o poeta vai adormecendo em mim.
O engenho necessita de silêncio,
de sentar-se aos pés da musa e escutar
o suave canto da vera poesia
que, qual brisa, mal percebe-se no ar.
O poeta, ao quedar-se, olhos cerros,
sorve a brisa que transforma-se em versos.


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