Roubaram a meu pai a sua casa,
o lar onde vivera a sua história,
o local onde quisera morrer,
o templo onde seria lembrado.

Paredes de lembrança impregnadas,
recordações de tempos bons passados
em meia a rachaduras e bolores
ainda assim o lar do velho pai.

Caíram, demolidas, as paredes,
quedou-se, entrevado, o meu pai.
A ele não mais havia esperança:
sua vida também fora derrubada.

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