Uma angústia que em mim chega a doer
Quando lembro da Lisboa tão querida,
De suas ruas e vielas e colinas
Pelas quais outrora andei em minhas férias.

No entanto, aprisiona-me a vida,
O trabalho, os deveres, a rotina.
Sonho em tornar à Lisboa qualquer dia,
Mas o sonho me parece tão distante.

Às vezes, ao olhar pela janela,
Meu espírito transporta-se a além-mar
E me vejo caminhando no Chiado,
Pela Baixa ou subindo ao Castelo.

Sinto o aroma de azeite e bacalhau,
O sabor, lá em Belém, de seus pastéis.
Na retina dos meus olhos vejo o Tejo,
Casarões, igrejas, praças e ruínas.

Ao tornar à minha vida rotineira,
Sinto o peito apertar-me o coração.
A saudade faz-se dor que é verdadeira,
Como a lágrima salgada em minha face.

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