Na igreja pequenina
e tão pobre, lá na roça,
esquecida pelo povo
que mal vai ali orar,
um menino e sua mãe
nela entraram, a descansar
da caminhada e da vida.
Enquanto a mãe a Deus falava,
o pequeno observava, curioso,
a imagem de Francisco,
o bom santo de Assis,
e uma aranha, junto à barba,
que tecia uma teia.
Continuando a jornada,
ao filhinho a mãe pergunta:
“– Você rezou ao Pai do céu?”
Balançando a cabeça –
o seu não como resposta –
o garoto disse à mãe:
“– Eu olhava aquele homem
parado, em cima da mesa,
e a barba que crescia, crescia, crescia...”
Sem entender-lhe o que dizia
a mulher e seu menino andavam, andavam, andavam...
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