A morte me abraça em vida
e faz-me habitar a trevas
do sepulcro do meu ser.

Qual uma alma penada,
vou caminhando entre os vivos
sem sentir a vida em mim.

Passam-se os dias e os anos
e a imagem vista ao espelho,
vejo-a aos poucos putrefando.

A alma que anima o vivente
a mui perdeu-se de mim;
deixou-me qual morto-vivo.

Vago ansiando a vida;
sem alma, prostro-me morto.

Senhor, vem dar-me a vida
ou o repouso em meu sepulcro.

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