FREI FABIANO DE CRISTO
Em busca de riqueza às terras novas,
aporta no Brasil o português
que encontra em Jesus Cristo um tesouro
e a fama na humildade do serviço.
Discípulo de Cristo e de Francisco,
o Evangelho pregava, não com a boca,
mas dando água a quem batia à porta
do mosteiro ao Largo da Carioca.
Com mui zelo e dedicação cuidava
dos enfermos que havia no mosteiro.
Estes atos tão simples, corriqueiros,
calaram fundo ao coração do povo.
Frei Fabiano, morto, é venerado
qual santo pelo povo inculto e pio,
de Deu na terra o coro angelical
que brada a santidade desse servo.
Anos passam. Aumenta a romaria
piedosa ao sepulcro de Fabiano.
Seus ossos, quais relíquias resguardadas
em arca plúmbea, são emparedados.
A decadência atinge o mosteiro,
que um dia fecha as portas ao sagrado
e passa o seu uso ao profano,
até a brasa sob cinzas incandescer.
As portas a Francisco são reabertas,
os divinos ofícios celebrados.
E o humilde franciscano? Esquecido!
Em obras, o mosteiro se renova.
Um toque da divina mão de Cristo
derruba uma parede e traz à luz
de chumbo uma urna cheia d’ossos
e um resto de papel c’um nome escrito:
Frei Fabiano de Cristo. E as atas
franciscanas do mosteiro o confirmam.
E o povo que intui a santidade,
voltou a venerar o esquecido.
Às honras dos altares Frei Fabiano
pela Igreja elevado ainda não foi.,
mas o povo, que é de Deus a voz,
recorre-lhe pedindo intercessão.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário